Hoje pedi a um cliente uma posição sobre os resultados de sua empresa no ano passado. Ele me informou que ainda não tem os resultados porque a contabilidade de sua empresa "ainda não fechou". A posição da contabilidade foi "Ainda estamos em Março e temos até o mês que vem para fechar". Na verdade esse tempo a que se referiu o contador está relacionado ao prazo limite para entrega da Declaração de Imposto de Renda. A priori, os resultados de um período qualquer deveriam estar disponíveis para análise, isto é, fechados no máximo 10 dias depois de encerrado o mês de referência. Isso é o que ocorre como regra em países que têm como premissa o uso gerencial das informações contábeis e não somente a obrigatoriedade de uma contratação compulsória de uma categoria profissional para fins fiscais e tributários. Aliás, esse tipo de comentário só ocorre porque contabilidade de pequenas e médias empresas (até de algumas grandes) aqui no Brasil, em sua grande maioria, ainda serve somente para calcular os impostos a pagar. A contabilização dos gastos e receitas passou a ser elemento secundário dentro desse cenário. Quem quer informação contábil para gerenciar sua empresa, em geral, ou se conforma com uma defasagem mínima de 90 dias dos fatos ocorridos, ou cria subterfúgios como balanços e demonstrativos de resultados "provisórios".
A conformação de grande parte das empresas prestadoras de serviços de contabilidade quanto ao fato acima é uma tragédia nacional para a gestão das empresas. É necessário estar adequadamente enquadrado no regime fiscal e estar em dia com as obrigações tributárias, mas isso não deveria ser o principal foco dos trabalhos dos contabilistas. Esse é um dos custos ocultos tributários que ninguém comenta abertamente. A complexidade das normas e regras fiscais e tributárias dificulta em muito a vida da empresa e dos próprios contabilistas, entretanto, as informações contábeis também precisam ser disponibilizadas a tempo e contento para o gerenciamento adequado dos negócios.
Os balanços e demonstrativos de resultados são documentos oficiais e adequados para posicionar investidores, acionistas, sócios e outros interessados na empresa sobre a performance financeira e econômica passada da empresa. Servem até para se solicitar financiamentos bancários. Operações de compra e venda de empresas são muitíssimo dificultadas quando a contabilidade não está, por qualquer motivo, em ordem e em dia.
Penso que deveria partir dos empresários, principalmente os que estão à frente de pequenas e médias empresas, um movimento de inconformismo com a passividade das empresas de contabilidade e contabilistas que prestam serviços "somente para cumprir tabela fiscal". Ninguém cresce sendo mal assessorado. Exija qualidade e saiba se a qualidade exigida está à altura do prestador de serviços contratado. Se for o caso, pague mais por serviços de qualidade e tenha certeza que isso trará retorno à sua empresa. Profissionais mais qualificados, independente de quem sejam, promovem o crescimento sustentável das empresas, enquanto os "mais ou menos" fazem somente o mínimo necessário.
Marco Aurélio Militelli é consultor de empresas há mais de 20 anos e diretor-presidente da MILITELLI - Business Consulting. Especialista em estratégia empresarial,projetos e processos para modelagem e estruturação de negócios, reestruturação, planejamento e expansão empresarial, franchising, licenciamento, processos de fusão, cisão, incorporação e aquisição de empresas.
Um conceito é algo mutável de acordo com vários fatores. Então, a princípio, o conceito de Engenharia do Sucesso é um processo de se construir ao longo do tempo conhecimentos (e informações) práticos e teóricos nas várias searas do conhecimento humano: Gestão; Estratérgia; Marketing; Vendas; Relações Humanas; Comunicação; Liderança; Finanças; Planejamento; e acima de tudo o próprio Autoconhecimento (MAURICIO HASBENI DE MELO).
segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Como achar o melhor lugar para a minha empresa?
Shopping, internet, loja de rua ou bairro temático? Antes de tomar sua decisão, descubra quais os prós e contras de cada ponto de venda
por Ana Cristina Dib
R: Você decidiu abrir uma empresa. Já fez uma pesquisa de mercado, estudou o ramo em que irá atuar, sondou a concorrência e montou um plano de negócios. Agora falta tomar uma das decisões mais importantes: escolher o ponto ideal. Muitos empreendedores colocam tudo a perder por não dar a devida atenção a essa questão. O sonho da administradora Fabiana Neves, 33 anos, era ter uma loja de acessórios femininos. Em 2003, montou a Pink Bijoux, em São Paulo. “Escolhi uma rua movimentada, próxima ao metrô Tucuruvi. Havia um supermercado perto, com estacionamento grátis. Mas, poucos meses depois, o estacionamento passou a ser pago. Percebi também que o poder aquisitivo dos consumidores do bairro era baixo. Em um ano e três meses, fechei as portas”, diz. Segundo Wlamir Bello, consultor do Sebrae-SP, erros como esse são bastante recorrentes. Para evitá-los, é preciso conhecer bem a clientela, escolher um lugar de fácil acesso e analisar as condições do imóvel. Veja a seguir as dicas de especialistas para tomar a melhor decisão.
NO SHOPPING
O número de centros de compra no país não para de crescer. Até o final de 2011, 34 novos empreendimentos devem ser inaugurados, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Diante da expansão, tem muita gente sonhando em se instalar ao lado de uma praça de alimentação. Entre as vantagens estão o elevado fluxo de potenciais consumidores e as comodidades oferecidas aos clientes, como estacionamento, segurança e banheiros. Mas o empresário precisa ter em mente que os custos são altos: além do aluguel, é preciso pagar condomínio e taxas de publicidade. “Com uma boa dose de conforto e um mix equilibrado de lojas, os shoppings caíram no gosto do brasileiro. Mas quem opta por essa alternativa precisa analisar se as vendas vão compensar os gastos”, diz Wlamir Bello, do Sebrae-SP. Segundo o consultor, nem sempre o movimento corresponde às expectativas do empresário. Por isso é fundamental fazer uma pesquisa com os lojistas e se informar sobre as características dos frequentadores, como faixa de renda e perfil social.
Quando decidiu montar a Chopping, em 1993, o empresário Roberto Luperi, 51 anos, sabia que a escolha do ponto era crucial para o sucesso da choperia. Depois de um longo estudo, chegou à conclusão de que a melhor alternativa seria instalar-se no shopping Tamboré, em São Paulo. “O investimento foi alto, mas achei que valia a pena”, diz Luperi. “Era melhor do que correr o risco de não ter clientes. Logo na primeira semana, já conseguimos lotar a casa.” Segundo o empresário, sua principal preocupação é fazer a clientela entrar e permanecer no restaurante. “Na rua, se a espera é grande, a pessoa já parou o carro e acaba ficando. No shopping, quando há espera ou o atendimento não é satisfatório, o consumidor vai para o vizinho.” Hoje, Luperi é dono de cinco negócios voltados para o setor de alimentação, todos em shopping. Para este ano, prevê um faturamento de R$ 6 milhões.
FIQUE ATENTO > Verifique a localização exata do ponto: em certas “ruas” do shopping, o movimento é bem menor, daí o investimento pode não compensar. Uma boa ideia é ficar próximo a lojas de marcas famosas, praças de alimentação e grandes magazines.
NA RUA
A principal vantagem dessa opção é poder controlar as normas de funcionamento. “Em um shopping, o empreendedor deve seguir uma série de regras, como abrir aos domingos e feriados, respeitar ações publicitárias e participar de promoções”, diz Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomércio. “Na rua, ele tem mais liberdade para agir de acordo com sua própria conveniência. Em geral, os custos também costumam ser mais baixos.” Antes de tomar a decisão final, estude o perfil das pessoas que frequentam a região, observando o movimento em horários e dias diversos. Veja ainda se há lugar para parar o carro — se não houver, faça um convênio com estacionamentos próximos.
Antes de abrir uma franquia da Purifique, especializada em filtros, no bairro de Santana, em São Paulo, Julia Nakai, 59 anos, realizou uma pesquisa de mercado detalhada. “Ficava horas na calçada, verificando quantas pessoas passavam, se havia segurança e se o acesso era fácil. Dessa maneira, pude antecipar como seria minha clientela.” Há dois anos, a empreendedora montou na mesma rua uma unidade da franquia Takitá Milk Shakes. “Já estava familiarizada com o bairro e sabia que faltavam lanchonetes. Foi a minha chance de ampliar a área de atuação.”
Uma providência importante antes de comprar ou alugar o imóvel é verificar na prefeitura se não existe projeto de desapropriação ou mudança de sentido de via. “Isso evita ser pego de surpresa com um aviso para deixar a área, ou então ter as vendas prejudicadas por mudanças no tráfego”, diz Carvalho. Vale a pena ainda checar quem são seus vizinhos: se houver incompatibilidade entre os produtos que vocês oferecem, isso pode afastar a clientela. Uma butique sofisticada não deve ficar ao lado de uma peixaria, por exemplo. Estar próximo a padarias, pontos de táxi, correio, banco 24 horas e supermercados pode ser interessante.
FIQUE ATENTO > Nem sempre grandes avenidas, com elevado fluxo de veículos, são bons pontos de venda. Pelo contrário: pode ser difícil encontrar um lugar para estacionar. Tenha em mente que os clientes buscam comodidade e segurança na hora de fazer as compras.
NA INTERNET
Em 2010, o comércio eletrônico no Brasil teve uma taxa de crescimento de 35% em relação a 2009, segundo estimativa do instituto de pesquisa e-Bit (leia mais no quadro da página anterior). O aquecimento do setor faz com que muitos empreendedores decidam partir direto para a loja virtual. Eles levam em conta certas facilidades, como não precisar escolher a localização nem gastar com aluguel e vendedores.
Outro ponto positivo é poder atingir um maior número de consumidores e concorrer de igual para igual com empresas de grande porte. É preciso lembrar, porém, que o empresário será obrigado a criar estratégias de marketing para ser “encontrado” pelos internautas. “Na rede não tem ponto de venda, mas isso não significa que o negócio não precise ser visto”, afirma Gerson Rolim, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. “Aos olhos dos usuários, o que não aparece na busca do Google simplesmente não existe. Por isso, é fundamental criar ações para se tornar conhecido. Invista nos buscadores, seja com compras de links patrocinados ou fazendo SEO (Search Engine Optimization), estratégia que deixa o site mais bem posicionado nas buscas.”
O e-commerce ainda estava bem no começo quando Douglas Pedrosa, 43 anos, decidiu montar em 2000 a loja virtual Uniflores. Sua intenção era oferecer ao consumidor um serviço que funcionasse 24 horas, sete dias por semana. Segundo Pedrosa, o principal equívoco de quem abre uma empresa na web é imaginar que ela exige menos cuidados do que um comércio tradicional. “A plataforma de vendas pode ser on-line, mas por trás existe sempre uma operação real, com funcionários, equipamentos e exigências legais”, diz. “Outro erro comum é não identificar qual o seu nicho de mercado”, afirma. Ainda de acordo com Pedrosa, os links patrocinados e anúncios pagos são uma boa forma de atrair novos clientes, mas é importante também focar na propaganda boca a boca. “Se você oferece um serviço de qualidade, é natural que as pessoas indiquem o site a amigos e conhecidos. Assim se torna mais fácil formar uma rede de consumidores fiéis”, afirma o empresário.
FIQUE ATENTO > O site precisa ter uma boa apresentação e ótima navegabilidade. O empresário também não pode se descuidar da logística. Numa loja virtual, o raio de abrangência é bem maior do que o de lojas comuns. Cumpra prazos de entrega e procure fazer parcerias com meios de pagamento seguros, para garantir o sucesso das transações financeiras.
EM RUAS TEMÁTICAS
Se o objetivo é atrair clientes que procuram um produto específico, pode valer a pena se instalar em ruas ou bairros espe-cializados em um determinado tipo de comércio. Uma loja isolada tem menos influência sobre o consumidor do que esses núcleos de compra. “Quando o cliente vai à rua 25 de Março, sabe que vai encontrar uma boa diversidade de artigos com preços competitivos. Por isso, visita mais de um estabelecimento, até decidir o que levar”, afirma o consultor do Sebrae-SP Wlamir Bello.
Quem resolve posicionar um negócio ao lado do concorrente precisa estar preparado para a com¬petição acirrada. Ao planejar a loja, crie algum tipo de diferencial para se destacar dos demais. “Os atrativos podem ser o preço, o bom atendimento, a qualidade dos produtos e serviços prestados. Pesquise os pontos fortes e fracos dos seus vizinhos e decida que vantagens irá oferecer ao cliente”, diz Bello.
Victor Lovato, 29 anos, instalou a sua loja de artigos infantis, a Companhia Baby, em uma rua no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Ele acredita que a localização foi um estímulo para aperfeiçoar o empreendimento. “Tenho vizinhos que competem diretamente comigo, por isso não posso dar bobeira. Faço um esforço constante para melhorar o atendimento, o mix de produtos e o visual da loja. Se estivesse em outro lugar, talvez minha postura fosse outra. Podia correr o risco de ficar acomodado”, diz. Para Lovato, a maior desvantagem dos endereços temáticos é a concorrência desleal. “É comum alguns lojistas fazerem promoções abaixo do custo só para prejudicar a vizinhança”, diz.
FIQUE ATENTO > Quando não há competição por perto, o poder de negociação da empresa é maior. Se o cliente não efetuar a compra, terá de se deslocar até outro local. Já nas ruas temáticas, quem leva vantagem é o consumidor. Se algo não lhe agrada, ele vai para o estabelecimento ao lado. Por isso, esteja sempre preparado para oferecer novidades.
por Ana Cristina Dib
R: Você decidiu abrir uma empresa. Já fez uma pesquisa de mercado, estudou o ramo em que irá atuar, sondou a concorrência e montou um plano de negócios. Agora falta tomar uma das decisões mais importantes: escolher o ponto ideal. Muitos empreendedores colocam tudo a perder por não dar a devida atenção a essa questão. O sonho da administradora Fabiana Neves, 33 anos, era ter uma loja de acessórios femininos. Em 2003, montou a Pink Bijoux, em São Paulo. “Escolhi uma rua movimentada, próxima ao metrô Tucuruvi. Havia um supermercado perto, com estacionamento grátis. Mas, poucos meses depois, o estacionamento passou a ser pago. Percebi também que o poder aquisitivo dos consumidores do bairro era baixo. Em um ano e três meses, fechei as portas”, diz. Segundo Wlamir Bello, consultor do Sebrae-SP, erros como esse são bastante recorrentes. Para evitá-los, é preciso conhecer bem a clientela, escolher um lugar de fácil acesso e analisar as condições do imóvel. Veja a seguir as dicas de especialistas para tomar a melhor decisão.
NO SHOPPING
O número de centros de compra no país não para de crescer. Até o final de 2011, 34 novos empreendimentos devem ser inaugurados, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Diante da expansão, tem muita gente sonhando em se instalar ao lado de uma praça de alimentação. Entre as vantagens estão o elevado fluxo de potenciais consumidores e as comodidades oferecidas aos clientes, como estacionamento, segurança e banheiros. Mas o empresário precisa ter em mente que os custos são altos: além do aluguel, é preciso pagar condomínio e taxas de publicidade. “Com uma boa dose de conforto e um mix equilibrado de lojas, os shoppings caíram no gosto do brasileiro. Mas quem opta por essa alternativa precisa analisar se as vendas vão compensar os gastos”, diz Wlamir Bello, do Sebrae-SP. Segundo o consultor, nem sempre o movimento corresponde às expectativas do empresário. Por isso é fundamental fazer uma pesquisa com os lojistas e se informar sobre as características dos frequentadores, como faixa de renda e perfil social.
Quando decidiu montar a Chopping, em 1993, o empresário Roberto Luperi, 51 anos, sabia que a escolha do ponto era crucial para o sucesso da choperia. Depois de um longo estudo, chegou à conclusão de que a melhor alternativa seria instalar-se no shopping Tamboré, em São Paulo. “O investimento foi alto, mas achei que valia a pena”, diz Luperi. “Era melhor do que correr o risco de não ter clientes. Logo na primeira semana, já conseguimos lotar a casa.” Segundo o empresário, sua principal preocupação é fazer a clientela entrar e permanecer no restaurante. “Na rua, se a espera é grande, a pessoa já parou o carro e acaba ficando. No shopping, quando há espera ou o atendimento não é satisfatório, o consumidor vai para o vizinho.” Hoje, Luperi é dono de cinco negócios voltados para o setor de alimentação, todos em shopping. Para este ano, prevê um faturamento de R$ 6 milhões.
FIQUE ATENTO > Verifique a localização exata do ponto: em certas “ruas” do shopping, o movimento é bem menor, daí o investimento pode não compensar. Uma boa ideia é ficar próximo a lojas de marcas famosas, praças de alimentação e grandes magazines.
NA RUA
A principal vantagem dessa opção é poder controlar as normas de funcionamento. “Em um shopping, o empreendedor deve seguir uma série de regras, como abrir aos domingos e feriados, respeitar ações publicitárias e participar de promoções”, diz Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomércio. “Na rua, ele tem mais liberdade para agir de acordo com sua própria conveniência. Em geral, os custos também costumam ser mais baixos.” Antes de tomar a decisão final, estude o perfil das pessoas que frequentam a região, observando o movimento em horários e dias diversos. Veja ainda se há lugar para parar o carro — se não houver, faça um convênio com estacionamentos próximos.
Antes de abrir uma franquia da Purifique, especializada em filtros, no bairro de Santana, em São Paulo, Julia Nakai, 59 anos, realizou uma pesquisa de mercado detalhada. “Ficava horas na calçada, verificando quantas pessoas passavam, se havia segurança e se o acesso era fácil. Dessa maneira, pude antecipar como seria minha clientela.” Há dois anos, a empreendedora montou na mesma rua uma unidade da franquia Takitá Milk Shakes. “Já estava familiarizada com o bairro e sabia que faltavam lanchonetes. Foi a minha chance de ampliar a área de atuação.”
Uma providência importante antes de comprar ou alugar o imóvel é verificar na prefeitura se não existe projeto de desapropriação ou mudança de sentido de via. “Isso evita ser pego de surpresa com um aviso para deixar a área, ou então ter as vendas prejudicadas por mudanças no tráfego”, diz Carvalho. Vale a pena ainda checar quem são seus vizinhos: se houver incompatibilidade entre os produtos que vocês oferecem, isso pode afastar a clientela. Uma butique sofisticada não deve ficar ao lado de uma peixaria, por exemplo. Estar próximo a padarias, pontos de táxi, correio, banco 24 horas e supermercados pode ser interessante.
FIQUE ATENTO > Nem sempre grandes avenidas, com elevado fluxo de veículos, são bons pontos de venda. Pelo contrário: pode ser difícil encontrar um lugar para estacionar. Tenha em mente que os clientes buscam comodidade e segurança na hora de fazer as compras.
NA INTERNET
Em 2010, o comércio eletrônico no Brasil teve uma taxa de crescimento de 35% em relação a 2009, segundo estimativa do instituto de pesquisa e-Bit (leia mais no quadro da página anterior). O aquecimento do setor faz com que muitos empreendedores decidam partir direto para a loja virtual. Eles levam em conta certas facilidades, como não precisar escolher a localização nem gastar com aluguel e vendedores.
Outro ponto positivo é poder atingir um maior número de consumidores e concorrer de igual para igual com empresas de grande porte. É preciso lembrar, porém, que o empresário será obrigado a criar estratégias de marketing para ser “encontrado” pelos internautas. “Na rede não tem ponto de venda, mas isso não significa que o negócio não precise ser visto”, afirma Gerson Rolim, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. “Aos olhos dos usuários, o que não aparece na busca do Google simplesmente não existe. Por isso, é fundamental criar ações para se tornar conhecido. Invista nos buscadores, seja com compras de links patrocinados ou fazendo SEO (Search Engine Optimization), estratégia que deixa o site mais bem posicionado nas buscas.”
O e-commerce ainda estava bem no começo quando Douglas Pedrosa, 43 anos, decidiu montar em 2000 a loja virtual Uniflores. Sua intenção era oferecer ao consumidor um serviço que funcionasse 24 horas, sete dias por semana. Segundo Pedrosa, o principal equívoco de quem abre uma empresa na web é imaginar que ela exige menos cuidados do que um comércio tradicional. “A plataforma de vendas pode ser on-line, mas por trás existe sempre uma operação real, com funcionários, equipamentos e exigências legais”, diz. “Outro erro comum é não identificar qual o seu nicho de mercado”, afirma. Ainda de acordo com Pedrosa, os links patrocinados e anúncios pagos são uma boa forma de atrair novos clientes, mas é importante também focar na propaganda boca a boca. “Se você oferece um serviço de qualidade, é natural que as pessoas indiquem o site a amigos e conhecidos. Assim se torna mais fácil formar uma rede de consumidores fiéis”, afirma o empresário.
FIQUE ATENTO > O site precisa ter uma boa apresentação e ótima navegabilidade. O empresário também não pode se descuidar da logística. Numa loja virtual, o raio de abrangência é bem maior do que o de lojas comuns. Cumpra prazos de entrega e procure fazer parcerias com meios de pagamento seguros, para garantir o sucesso das transações financeiras.
EM RUAS TEMÁTICAS
Se o objetivo é atrair clientes que procuram um produto específico, pode valer a pena se instalar em ruas ou bairros espe-cializados em um determinado tipo de comércio. Uma loja isolada tem menos influência sobre o consumidor do que esses núcleos de compra. “Quando o cliente vai à rua 25 de Março, sabe que vai encontrar uma boa diversidade de artigos com preços competitivos. Por isso, visita mais de um estabelecimento, até decidir o que levar”, afirma o consultor do Sebrae-SP Wlamir Bello.
Quem resolve posicionar um negócio ao lado do concorrente precisa estar preparado para a com¬petição acirrada. Ao planejar a loja, crie algum tipo de diferencial para se destacar dos demais. “Os atrativos podem ser o preço, o bom atendimento, a qualidade dos produtos e serviços prestados. Pesquise os pontos fortes e fracos dos seus vizinhos e decida que vantagens irá oferecer ao cliente”, diz Bello.
Victor Lovato, 29 anos, instalou a sua loja de artigos infantis, a Companhia Baby, em uma rua no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Ele acredita que a localização foi um estímulo para aperfeiçoar o empreendimento. “Tenho vizinhos que competem diretamente comigo, por isso não posso dar bobeira. Faço um esforço constante para melhorar o atendimento, o mix de produtos e o visual da loja. Se estivesse em outro lugar, talvez minha postura fosse outra. Podia correr o risco de ficar acomodado”, diz. Para Lovato, a maior desvantagem dos endereços temáticos é a concorrência desleal. “É comum alguns lojistas fazerem promoções abaixo do custo só para prejudicar a vizinhança”, diz.
FIQUE ATENTO > Quando não há competição por perto, o poder de negociação da empresa é maior. Se o cliente não efetuar a compra, terá de se deslocar até outro local. Já nas ruas temáticas, quem leva vantagem é o consumidor. Se algo não lhe agrada, ele vai para o estabelecimento ao lado. Por isso, esteja sempre preparado para oferecer novidades.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
10 motivos errados para empreender
O empreendedorismo está conquistando o respeito e os incentivos merecidos aqui no Brasil. Isso é bom. Mas também tem surgido uma euforia coletiva que transmite a falsa impressão de que empreender é fácil e de que todos vão ser bem-sucedidos. Isso é ruim. Criar uma empresa é mais difícil do que aturar emprego chato, chefe mala e colega fofoqueiro. Exige disposição para trabalhar sem parar, conhecimento técnico e de mercado, além de uma capacidade colossal de assumir riscos e aguentar a taquicardia.
Brincadeiras à parte, vale a pena uma reflexão antes de decidir por começar a empreitada. Será que criar uma empresa é o que você realmente quer ou uma projeção de sonhos de riqueza, realização e sucesso? Já entrevistei grandes investidores que me disseram: “Aposto em pessoas que querem construir um projeto e cuidar dele. Quem vai atrás de ficar rico ou famoso é descartado de cara”. Claro que todo empreendedor quer ganhar dinheiro e ter reconhecimento, mas essas não podem ser as motivações principais. Uma empresa é como um filho: exige amor, rouba o tempo, dá dor de cabeça e precisa de atenção integral.
Em uma pesquisa pela internet, deparei-me com um texto despretensioso, mas muito coerente, de uma rede americana de apoio a empreendedores chamada Startup Professionals. Eles elencam dez pontos de vista assumidos por empreendedores que, em vez de trazer sucesso, provavelmente farão com que eles fechem a empresa pouco tempo depois de abri-la. Confira.
1 – Estou cansado de trabalhar muito e ficar estressado o tempo todo
Abrir um negócio e fazê-lo crescer dá mais trabalho do que permanecer em qualquer emprego. Se trabalhar menos é o motivo de você querer abrir um negócio, não o faça. Melhor entender os motivos do seu cansaço e estresse. Problemas pessoais e de saúde não vão embora quando se abre uma empresa. Pelo contrário, podem até piorar.
2 – É o meu hobby, por que não transformá-lo em um negócio
A maior parte dos passatempos consome dinheiro, em vez de gerá-lo. Claro, trabalhar com algo de que se goste é importante, mas só amor não garante compromisso, qualidade e eficiência. Uma coisa é fazer algo por lazer. Ganhar dinheiro para pagar as contas é bem diferente. E ainda há a questão de mercado: não é só porque você gosta de fazer algo que as pessoas vão gostar de pagar por isso.
3 – Não consigo encontrar um emprego no qual me encaixe
Pode ser que esteja difícil encontrar um emprego ou que seja difícil se adequar ao mundo corporativo. Mas fugir dos problemas não é a solução. Os problemas também existem nos negócios e os prejuízos são piores. Fora que o desespero não é um estado de espírito propício ao empreendedorismo e talvez lhe falte a resiliência necessária para administrar a empresa.
4 – Minha família sempre esteve nos negócios, então está no DNA
Há teorias que dizem que os bons empreendedores nasceram com características específicas, que os tornam mais propensos a vencer nos negócios. Mas não há comprovação científica disso nem se sabe se esses predicados são passados de pais para filhos. Se sua paixão não está nos negócios, não tente assumir a empresa da família.
5 – Herdei um dinheiro e começar um negócio pode ser um bom investimento
É impossível começar um negócio sem capital, mas ter o dinheiro não quer dizer que você pode abrir uma empresa. Aprender a administrar uma empresa não acontece de um dia para o outro. Se o objetivo é investir o dinheiro, uma aplicação financeira pode ser mais interessante. Ou fazer um aporte em uma startup já consolidada.
6 – Tenho tempo livre e preciso de renda extra
Ser empreendedor não é ter um emprego em período parcial. E uma startup é uma segunda fonte de gastos, em vez de receita. Para complementar o orçamento, melhor seria ter um emprego em período parcial em uma empresa já existente.
7 – Odeio ter chefe e ser apenas um empregado
Não comece um negócio para aumentar sua autoestima e ter mais poder. Quem abre um negócio ganha muitos novos patrões: clientes, fornecedores, credores, investidores, sócios. Lidar com eles pode ser mais complicado do que com o antigo chefe.
8 – Todos meus amigos têm bons negócios e aparentam estar indo bem
Ninguém deveria acreditar em toda a euforia e a aparência. Nem no que é dito nas rodas de conversa. Até os amigos sinceros podem esquecer, ou omitir, todo o sacrifício e sofrimento que precederam o sucesso recente. Pior: quem disse que ele não está escondendo coisas por vergonha de dizer que a empresa anda patinando?
9 – Quero ser rico, por isso vou abrir um negócio
Ser empresário não é garantia nenhuma de fazer fortuna. Também não há evidências de que os empreendedores vão ganhar mais dinheiro que outros profissionais. Alguns vão ficar milionários, mas a maioria vai fechar a empresa no meio do caminho. Há muitos riscos em abrir um negócio. Na verdade, boa parte perde dinheiro em vez de ganhar.
10 – Quero contribuir para a sociedade com uma empresa inovadora
É uma atitude louvável, porém mais eficiente seria ter esse pensamento depois de construir uma empresa de sucesso, não antes. Se mudar o mundo é sua principal motivação e ganhar dinheiro é uma pequena preocupação, faça isso sem ter um negócio – com problemas e responsabilidades – para desviá-lo dos objetivos.
Brincadeiras à parte, vale a pena uma reflexão antes de decidir por começar a empreitada. Será que criar uma empresa é o que você realmente quer ou uma projeção de sonhos de riqueza, realização e sucesso? Já entrevistei grandes investidores que me disseram: “Aposto em pessoas que querem construir um projeto e cuidar dele. Quem vai atrás de ficar rico ou famoso é descartado de cara”. Claro que todo empreendedor quer ganhar dinheiro e ter reconhecimento, mas essas não podem ser as motivações principais. Uma empresa é como um filho: exige amor, rouba o tempo, dá dor de cabeça e precisa de atenção integral.
Em uma pesquisa pela internet, deparei-me com um texto despretensioso, mas muito coerente, de uma rede americana de apoio a empreendedores chamada Startup Professionals. Eles elencam dez pontos de vista assumidos por empreendedores que, em vez de trazer sucesso, provavelmente farão com que eles fechem a empresa pouco tempo depois de abri-la. Confira.
1 – Estou cansado de trabalhar muito e ficar estressado o tempo todo
Abrir um negócio e fazê-lo crescer dá mais trabalho do que permanecer em qualquer emprego. Se trabalhar menos é o motivo de você querer abrir um negócio, não o faça. Melhor entender os motivos do seu cansaço e estresse. Problemas pessoais e de saúde não vão embora quando se abre uma empresa. Pelo contrário, podem até piorar.
2 – É o meu hobby, por que não transformá-lo em um negócio
A maior parte dos passatempos consome dinheiro, em vez de gerá-lo. Claro, trabalhar com algo de que se goste é importante, mas só amor não garante compromisso, qualidade e eficiência. Uma coisa é fazer algo por lazer. Ganhar dinheiro para pagar as contas é bem diferente. E ainda há a questão de mercado: não é só porque você gosta de fazer algo que as pessoas vão gostar de pagar por isso.
3 – Não consigo encontrar um emprego no qual me encaixe
Pode ser que esteja difícil encontrar um emprego ou que seja difícil se adequar ao mundo corporativo. Mas fugir dos problemas não é a solução. Os problemas também existem nos negócios e os prejuízos são piores. Fora que o desespero não é um estado de espírito propício ao empreendedorismo e talvez lhe falte a resiliência necessária para administrar a empresa.
4 – Minha família sempre esteve nos negócios, então está no DNA
Há teorias que dizem que os bons empreendedores nasceram com características específicas, que os tornam mais propensos a vencer nos negócios. Mas não há comprovação científica disso nem se sabe se esses predicados são passados de pais para filhos. Se sua paixão não está nos negócios, não tente assumir a empresa da família.
5 – Herdei um dinheiro e começar um negócio pode ser um bom investimento
É impossível começar um negócio sem capital, mas ter o dinheiro não quer dizer que você pode abrir uma empresa. Aprender a administrar uma empresa não acontece de um dia para o outro. Se o objetivo é investir o dinheiro, uma aplicação financeira pode ser mais interessante. Ou fazer um aporte em uma startup já consolidada.
6 – Tenho tempo livre e preciso de renda extra
Ser empreendedor não é ter um emprego em período parcial. E uma startup é uma segunda fonte de gastos, em vez de receita. Para complementar o orçamento, melhor seria ter um emprego em período parcial em uma empresa já existente.
7 – Odeio ter chefe e ser apenas um empregado
Não comece um negócio para aumentar sua autoestima e ter mais poder. Quem abre um negócio ganha muitos novos patrões: clientes, fornecedores, credores, investidores, sócios. Lidar com eles pode ser mais complicado do que com o antigo chefe.
8 – Todos meus amigos têm bons negócios e aparentam estar indo bem
Ninguém deveria acreditar em toda a euforia e a aparência. Nem no que é dito nas rodas de conversa. Até os amigos sinceros podem esquecer, ou omitir, todo o sacrifício e sofrimento que precederam o sucesso recente. Pior: quem disse que ele não está escondendo coisas por vergonha de dizer que a empresa anda patinando?
9 – Quero ser rico, por isso vou abrir um negócio
Ser empresário não é garantia nenhuma de fazer fortuna. Também não há evidências de que os empreendedores vão ganhar mais dinheiro que outros profissionais. Alguns vão ficar milionários, mas a maioria vai fechar a empresa no meio do caminho. Há muitos riscos em abrir um negócio. Na verdade, boa parte perde dinheiro em vez de ganhar.
10 – Quero contribuir para a sociedade com uma empresa inovadora
É uma atitude louvável, porém mais eficiente seria ter esse pensamento depois de construir uma empresa de sucesso, não antes. Se mudar o mundo é sua principal motivação e ganhar dinheiro é uma pequena preocupação, faça isso sem ter um negócio – com problemas e responsabilidades – para desviá-lo dos objetivos.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
10 dicas para aproveitar uma Feira de Franchising
Consultor em franquias ensina como tirar melhor proveito do evento de negócios
Priscila Zuini - Portal Exame - 03/06
Decida quais negócios você gosta mais
Quando você vai para o evento com foco naquilo que quer, as coisas ficam mais fáceis e é possível aproveitar melhor o tempo da visita. Por isso, uma boa franquia é sempre aquela que está dentro de um setor ou ramo de atividade com o qual você se identifica. 'Se você é apaixonado por carros, por exemplo, pode facilmente ser atraído por franquias como oficinas mecânicas, postos de combustíveis, locadoras ou concessionárias de automóveis', sugere Rizzo.
Prepare‐se para ir a um evento de negócios
Para muitos, visitar feiras desse tipo pode parecer um passeio, mas se a intenção é mesmo encontrar uma franquia para investir, Rizzo ensina que é importante estar preparado para fazer negócios. 'Deixe o traje esportivo de lado e vista‐se para uma ocasião de negócios, ainda que de forma casual. Deixe as crianças em casa e não se esqueça de levar cartões de visita e uma pasta para coletar informações das franquias de seu interesse', explica.
Aproveite os primeiros dias da feira
Neste ano, a ABF Franchising Expo acontece entre 8 e 11 de junho, das 13 às 21 horas e das 12 às 18 horas no sábado. 'Sexta‐feira e sábado são os dias mais concorridos e todos estão muito cansados. É no início que as pessoas estão mais animadas para um melhor atendimento', diz o consultor.
Leve um mapa do evento
Em um centro de exposições com 30 mil metros quadrados, é bem provável que as pessoas circulem sempre pelos mesmos espaços e percam oportunidades. Por isso, avalie com calma a localização dos estandes. 'Quando chegar ao local, logo após efetuar a inscrição, tire alguns minutos para analisar o folheto do evento. Tome um café com calma e faça uma primeira avaliação das empresas que estão presentes, localizando‐as previamente no mapa. Selecione, então, aquelas que mais se identificam com o seu interesse', ensina Rizzo.
Trace uma estratégia
Já com os locais de interesses marcados no mapa e sabendo o que te interessa conhecer melhor, a próxima dica é percorrer a feira com método. 'Priorize a visita aos estandes dos negócios que você tem interesse e não subestime o tempo necessário para cada parada', diz. O ideal é que cada visita não ultrapasse 15 minutos. Nesta etapa, procure descartar imediatamente as franquias que não lhe interessam.
Avalie as redes de franquias
Para saber quais redes vão merecer sua atenção, saiba quais as perguntas certas fazer para avaliar as franquias. 'Comece fazendo três perguntas: que tipo de financiamento é oferecido para adquirir a franquia, qual é a experiência exigida para o negócio e se há interesse em colocar uma unidade na sua cidade', sugere o consultor.
Faça perguntas objetivas
Já deixando de fora as marcas que não interessam, peça mais detalhes para gerar uma conversa sobre o negócio. Descubra qual o conceito e o sistema de operação, qual o plano de crescimento, o programa de treinamento, se a rede opera unidades próprias e como é o suporte ao franqueado. 'Tente obter informações que você não encontrará nos materiais de venda de franquias', diz.
Cuidado com a isenção de taxas
Muitas redes aproveitam a feira para atrair novos franqueados com promoções e isenção de taxas. O que parece ser muito bom pode, na verdade, se revelar um problema. 'No franchising são as taxas que remuneram todo o treinamento e suporte que o franqueador oferece. Logo, será que o suporte não será igual à taxa, ou seja, zero?', alerta o especialista.
Faça perguntas financeiras para os franqueados
O que quase todo mundo quer saber quando investe em uma franquia é quanto dinheiro é necessário para instalar a operação. 'Esta é sempre uma questão muito difícil de ser respondida pelo franqueador, pois depende de uma série de variáveis específicas, como performance de negócios já em operação, ponto comercial e do próprio mercado de atuação', diz Rizzo. A dica é deixar para falar sobre isso com franqueados da rede para saber, na prática, tudo o que foi necessário para começar a operar a franquia.
Cuidado com armadilhas e perigos
Três pontos são essenciais para não cair em uma armadilha. O primeiro deles é ter atenção com estandes que reúnem várias franquias e que são organizados por corretores. 'Os corretores são movidos pela comissão de venda da franquia, nunca pela relação de continuidade dela por longo tempo', explica.
Outra dica é não mergulhar precipitadamente no negócio. 'Não assine nada, nem se comprometa com nenhum dos negócios, mesmo que você esteja totalmente apaixonado', diz. Além disso, muita calma antes de se entusiasmar com as redes internacionais. 'Certamente, você é quem acabará como o 'rato de laboratório', experimentando os novos conceitos no Brasil', alerta Rizzo.
Priscila Zuini - Portal Exame - 03/06
Decida quais negócios você gosta mais
Quando você vai para o evento com foco naquilo que quer, as coisas ficam mais fáceis e é possível aproveitar melhor o tempo da visita. Por isso, uma boa franquia é sempre aquela que está dentro de um setor ou ramo de atividade com o qual você se identifica. 'Se você é apaixonado por carros, por exemplo, pode facilmente ser atraído por franquias como oficinas mecânicas, postos de combustíveis, locadoras ou concessionárias de automóveis', sugere Rizzo.
Prepare‐se para ir a um evento de negócios
Para muitos, visitar feiras desse tipo pode parecer um passeio, mas se a intenção é mesmo encontrar uma franquia para investir, Rizzo ensina que é importante estar preparado para fazer negócios. 'Deixe o traje esportivo de lado e vista‐se para uma ocasião de negócios, ainda que de forma casual. Deixe as crianças em casa e não se esqueça de levar cartões de visita e uma pasta para coletar informações das franquias de seu interesse', explica.
Aproveite os primeiros dias da feira
Neste ano, a ABF Franchising Expo acontece entre 8 e 11 de junho, das 13 às 21 horas e das 12 às 18 horas no sábado. 'Sexta‐feira e sábado são os dias mais concorridos e todos estão muito cansados. É no início que as pessoas estão mais animadas para um melhor atendimento', diz o consultor.
Leve um mapa do evento
Em um centro de exposições com 30 mil metros quadrados, é bem provável que as pessoas circulem sempre pelos mesmos espaços e percam oportunidades. Por isso, avalie com calma a localização dos estandes. 'Quando chegar ao local, logo após efetuar a inscrição, tire alguns minutos para analisar o folheto do evento. Tome um café com calma e faça uma primeira avaliação das empresas que estão presentes, localizando‐as previamente no mapa. Selecione, então, aquelas que mais se identificam com o seu interesse', ensina Rizzo.
Trace uma estratégia
Já com os locais de interesses marcados no mapa e sabendo o que te interessa conhecer melhor, a próxima dica é percorrer a feira com método. 'Priorize a visita aos estandes dos negócios que você tem interesse e não subestime o tempo necessário para cada parada', diz. O ideal é que cada visita não ultrapasse 15 minutos. Nesta etapa, procure descartar imediatamente as franquias que não lhe interessam.
Avalie as redes de franquias
Para saber quais redes vão merecer sua atenção, saiba quais as perguntas certas fazer para avaliar as franquias. 'Comece fazendo três perguntas: que tipo de financiamento é oferecido para adquirir a franquia, qual é a experiência exigida para o negócio e se há interesse em colocar uma unidade na sua cidade', sugere o consultor.
Faça perguntas objetivas
Já deixando de fora as marcas que não interessam, peça mais detalhes para gerar uma conversa sobre o negócio. Descubra qual o conceito e o sistema de operação, qual o plano de crescimento, o programa de treinamento, se a rede opera unidades próprias e como é o suporte ao franqueado. 'Tente obter informações que você não encontrará nos materiais de venda de franquias', diz.
Cuidado com a isenção de taxas
Muitas redes aproveitam a feira para atrair novos franqueados com promoções e isenção de taxas. O que parece ser muito bom pode, na verdade, se revelar um problema. 'No franchising são as taxas que remuneram todo o treinamento e suporte que o franqueador oferece. Logo, será que o suporte não será igual à taxa, ou seja, zero?', alerta o especialista.
Faça perguntas financeiras para os franqueados
O que quase todo mundo quer saber quando investe em uma franquia é quanto dinheiro é necessário para instalar a operação. 'Esta é sempre uma questão muito difícil de ser respondida pelo franqueador, pois depende de uma série de variáveis específicas, como performance de negócios já em operação, ponto comercial e do próprio mercado de atuação', diz Rizzo. A dica é deixar para falar sobre isso com franqueados da rede para saber, na prática, tudo o que foi necessário para começar a operar a franquia.
Cuidado com armadilhas e perigos
Três pontos são essenciais para não cair em uma armadilha. O primeiro deles é ter atenção com estandes que reúnem várias franquias e que são organizados por corretores. 'Os corretores são movidos pela comissão de venda da franquia, nunca pela relação de continuidade dela por longo tempo', explica.
Outra dica é não mergulhar precipitadamente no negócio. 'Não assine nada, nem se comprometa com nenhum dos negócios, mesmo que você esteja totalmente apaixonado', diz. Além disso, muita calma antes de se entusiasmar com as redes internacionais. 'Certamente, você é quem acabará como o 'rato de laboratório', experimentando os novos conceitos no Brasil', alerta Rizzo.
SP: vai à feira de franquias? Saiba o que avaliar antes de fechar o negócio
Portal MSN - Karla Mamona - 08/06
Começa nesta quarta-feira (8) a 20ª edição ABF Franchising Expo em São Paulo. A previsão é que o evento receba 45 mil visitantes até o próximo sábado (11). De acordo com a ABF (Associação Brasileira de Franchising), organizadora da feira, são esperados R$ 300 milhões em negócios.
Para o diretor-executivo da entidade, Ricardo Camargo, "a feira é um dos motores da expansão do setor, pois é o momento em que se consolidam as marcas e aumenta a adesão de novos investidores".
Neste ano, o evento ocupará 27 mil metros quadrados do Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, na capital paulista e, com isso, chega perto de alcançar o topo do ranking das maiores feiras de franquia do mundo. "Até 2012, devemos superar a Franchise Expo Paris, que ocupa o primeiro lugar", prevê o presidente da ABF, Ricardo Bomeny.
Como escolher a franquia
Nesta edição, quem for até a feira poderá visitar 400 estandes de diferentes marcas. Entre tantas opções, quem deseja ter seu próprio negócio deve estar atento. Segundo a diretora-geral do Grupo Bittencourt, consultoria especializada em franquias, Claudia Bittencourt, o primeiro passo que os futuros empreendedores devem dar é procurar por franquias com as quais mais se identificam.
"A pessoa tem de ter afinidade com o setor e com o trabalho. Por exemplo, não basta apenas gostar do varejo, mas gostar ao ponto de ter trabalhar durante horas dentro de uma loja. É importante saber exatamente o que quer", explica.
Além disso, ela acrescenta que o futuro franqueado tem de estar disposto a trabalhar em locais em que ele não pensava, já que a área de atuação da franquia é estabelecida pela empresa franqueadora.
Antes de ir até a feira, Claudia aconselha também que os empreendedores acessem o site da ABF e outros portais específicos na internet dedicados ao franchising. Em um segundo momento, o interessado pode fazer um estudo nos sites das próprias empresas. Outra dica é conversar diretamente com empresários que já atuam na marca em que está interessado.
Entrevista com a franqueadora
Antes de assinar o contrato, os franqueados passam por uma entrevista com a franqueadora. "Nesta hora, a pessoa não deve fazer somente o papel de entrevistado, mas deve entrevistar também", diz a especialista.
Na entrevista, o empreendedor deve perguntar sobre valor do investimento, projeção de faturamento, retorno do investimento, tipo de apoio a franqueadora oferece, pagamento da comissão sobre as vendas, taxa de marketing, de royalties, lucratividade, entre outras questões. Já a empresa avaliará tanto o perfil do candidato como o seu capital.
"Estudar ao máximo evita que a pessoa entre no mercado com uma expectativa errada e fique desmotivada nos primeiros meses. O retorno está previsto de acordo com o investimento, para quem investe pouco, o retorno também é pouco" declara Claudia.
Por fim, a especialista afirma que a pessoa interessada em atuar no ramo de franchising não pode acreditar que, só porque é uma franquia, o retorno é garantido. "Tem de trabalhar, a diferença é que terá um suporte da franqueadora".
Começa nesta quarta-feira (8) a 20ª edição ABF Franchising Expo em São Paulo. A previsão é que o evento receba 45 mil visitantes até o próximo sábado (11). De acordo com a ABF (Associação Brasileira de Franchising), organizadora da feira, são esperados R$ 300 milhões em negócios.
Para o diretor-executivo da entidade, Ricardo Camargo, "a feira é um dos motores da expansão do setor, pois é o momento em que se consolidam as marcas e aumenta a adesão de novos investidores".
Neste ano, o evento ocupará 27 mil metros quadrados do Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, na capital paulista e, com isso, chega perto de alcançar o topo do ranking das maiores feiras de franquia do mundo. "Até 2012, devemos superar a Franchise Expo Paris, que ocupa o primeiro lugar", prevê o presidente da ABF, Ricardo Bomeny.
Como escolher a franquia
Nesta edição, quem for até a feira poderá visitar 400 estandes de diferentes marcas. Entre tantas opções, quem deseja ter seu próprio negócio deve estar atento. Segundo a diretora-geral do Grupo Bittencourt, consultoria especializada em franquias, Claudia Bittencourt, o primeiro passo que os futuros empreendedores devem dar é procurar por franquias com as quais mais se identificam.
"A pessoa tem de ter afinidade com o setor e com o trabalho. Por exemplo, não basta apenas gostar do varejo, mas gostar ao ponto de ter trabalhar durante horas dentro de uma loja. É importante saber exatamente o que quer", explica.
Além disso, ela acrescenta que o futuro franqueado tem de estar disposto a trabalhar em locais em que ele não pensava, já que a área de atuação da franquia é estabelecida pela empresa franqueadora.
Antes de ir até a feira, Claudia aconselha também que os empreendedores acessem o site da ABF e outros portais específicos na internet dedicados ao franchising. Em um segundo momento, o interessado pode fazer um estudo nos sites das próprias empresas. Outra dica é conversar diretamente com empresários que já atuam na marca em que está interessado.
Entrevista com a franqueadora
Antes de assinar o contrato, os franqueados passam por uma entrevista com a franqueadora. "Nesta hora, a pessoa não deve fazer somente o papel de entrevistado, mas deve entrevistar também", diz a especialista.
Na entrevista, o empreendedor deve perguntar sobre valor do investimento, projeção de faturamento, retorno do investimento, tipo de apoio a franqueadora oferece, pagamento da comissão sobre as vendas, taxa de marketing, de royalties, lucratividade, entre outras questões. Já a empresa avaliará tanto o perfil do candidato como o seu capital.
"Estudar ao máximo evita que a pessoa entre no mercado com uma expectativa errada e fique desmotivada nos primeiros meses. O retorno está previsto de acordo com o investimento, para quem investe pouco, o retorno também é pouco" declara Claudia.
Por fim, a especialista afirma que a pessoa interessada em atuar no ramo de franchising não pode acreditar que, só porque é uma franquia, o retorno é garantido. "Tem de trabalhar, a diferença é que terá um suporte da franqueadora".
Saiba como escolher a franquia ideal
Feira na capital paulista espera mais de 45 mil interessados em empreender em franchising; veja dicas
Bruna Bessi, portal IG
Muitas são as dúvidas na hora de escolher qual a melhor franquia para investir. Porte do empreendimento, representatividade da marca e retorno financeiro são as preocupações mais comuns entre os interessados que, muitas vezes, apostam grande parte de suas economias na abertura do negócio. Diante disso, consultores em franchising ressaltam que a escolha do empreendimento deve acontecer após uma análise cuidadosa do modelo da franquia. Certificar-se de que os franqueadores oferecem suporte e treinamento adequados, por exemplo, é um dos aspectos que aumentam as chances de sucesso do empreendimento.
'É mito dizer que empreendedores gostam de riscos. Na verdade, eles calculam precisamente como agir em situações inesperadas. Por isso, o ideal é não ter pressa na hora de escolher o tipo da franquia e diminuir as possibilidades de insatisfação com o negócio', afirma Leonardo Filardi, professor de empreendedorismo do Ibmec.
Com o mercado aquecido, o setor de franchising cresce 20,4% ao ano e tem nas atividades relacionadas à alimentação e vestuário os segmentos mais representativos. A despeito dessa preferência, Maria Cristina Franco, vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), lembra aos interessados que apesar de algumas franquias oferecerem taxas de investimento iniciais reduzidas, é preciso ter reservas antes de começar o negócio. 'Não aconselho o empresário a abrir uma franquia com pouco capital, já que durante o processo de maturação haverá imprevistos e o aporte financeiro será fundamental', diz.
Os interessados em abrir uma franquia terão uma boa oportunidade de conhecer melhor esse mercado durante a 20ª edição da ABF Franchising Expo, que a Associação promove a partir da próxima quarta-feira, dia 8. A feira ocupa quase 30 mil metros quadrados, reúne 420 expositores e espera receber mais de 45 mil visitantes durante os quatro dias do evento que acontecerá no pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, na capital paulista.
Se você está buscando uma oportunidade para investir em franquias, veja dicas dos especialistas em franchising:
1ª - Avalie seu perfil profissional: Antes de investir no mundo do franchising tenha certeza de que possui disciplina, consegue seguir regras e sabe lidar com empreendedorismo restrito. Analisar se possui caráter empreendedor ou empregatício é importante quando a ideia é apostar neste segmento
2ª - Analise as condições estabelecidas pelo franqueador: A segurança do investimento aumenta quando a franquia tem um modelo de negócio formatado e testado por um número considerável de franqueados. Por isso, certifique-se sobre a quantidade de associados e unidades de franquia em funcionamento
3ª - Investigue a reputação da marca no mercado: Tenha cuidado com propostas desconhecidas, já que marcas com pouca representatividade são mais arriscadas. Para conhecer melhor a posição da franquia investigue quais localidades a conhecem e qual é sua posição frente à concorrência. 'Quando o assunto é franquia não podemos generalizar dizendo que todas têm o mesmo nível de segurança e vantagens. Existem marcas que ainda não estão consolidadas e o empresário pode não ter o êxito planejado', diz Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP
4ª - Pesquise a trajetória da empresa: Uma análise apurada do histórico da franquia ajuda o candidato a identificar se as promessas de suporte oferecidas estão dentro das possibilidades do franqueador
5ª - Não escolha uma franquia apenas por seu valor: Ter identidade com o segmento e a área de atuação escolhidos faz com que o empresário aproveite suas habilidades na gestão do negócio. Além disso, apostar em áreas muito técnicas ou fora do comum pode trazer grandes riscos
6ª - Conheça o relacionamento entre os franqueados: O bom entendimento entre os empresários de uma franquia ajuda na resolução de problemas e na aquisição de representatividade com o franqueador. Outro fator que deve ser considerado é a presença de um conselho atuante, já que em momentos decisivos pode ser a melhor alternativa na busca de uma solução
7ª - Tamanho da franquia não é tudo: Acertar na escolha do negócio não está relacionado ao porte do empreendimento, mas à experiência do candidato e sua gestão. Entretanto, os riscos de começar com um negócio de grande porte para quem nunca empreendeu são maiores. 'É possível ter uma franquia pequena e ampliar o número de unidades a partir da experiência adquirida. Tamanho não significa sucesso, já que bons resultados serão obtidos por meio do envolvimento do empresário e de suas estratégias de marketing', diz Filardi
8ª - Não se engane com números lucrativos: Um dos aspectos que devem ser considerados na análise da lucratividade do negócio é o salário do dono. Se o proprietário trabalhar como um funcionário deve também ser remunerado por suas atividades, além de receber os ganhos da empresa. Identifique se na proposta da franquia é possível obter tais ganhos sem alterar a lucratividade
9ª - Ajuda oferecida ao franqueado: Observe no modelo de negócio oferecido pelo franqueador o tipo de atendimento que receberá - ou não - durante o processo de maturação do negócio. Saiba quais serão os treinamentos oferecidos, duração e valor, caso sejam cobrados
10ª - Espere o negócio maturar: Após escolher e montar a empresa não adianta se desesperar para obter resultados imediatos. Franquia é um negócio que também precisa de tempo de maturação e isso varia nas diferentes áreas.
Bruna Bessi, portal IG
Muitas são as dúvidas na hora de escolher qual a melhor franquia para investir. Porte do empreendimento, representatividade da marca e retorno financeiro são as preocupações mais comuns entre os interessados que, muitas vezes, apostam grande parte de suas economias na abertura do negócio. Diante disso, consultores em franchising ressaltam que a escolha do empreendimento deve acontecer após uma análise cuidadosa do modelo da franquia. Certificar-se de que os franqueadores oferecem suporte e treinamento adequados, por exemplo, é um dos aspectos que aumentam as chances de sucesso do empreendimento.
'É mito dizer que empreendedores gostam de riscos. Na verdade, eles calculam precisamente como agir em situações inesperadas. Por isso, o ideal é não ter pressa na hora de escolher o tipo da franquia e diminuir as possibilidades de insatisfação com o negócio', afirma Leonardo Filardi, professor de empreendedorismo do Ibmec.
Com o mercado aquecido, o setor de franchising cresce 20,4% ao ano e tem nas atividades relacionadas à alimentação e vestuário os segmentos mais representativos. A despeito dessa preferência, Maria Cristina Franco, vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), lembra aos interessados que apesar de algumas franquias oferecerem taxas de investimento iniciais reduzidas, é preciso ter reservas antes de começar o negócio. 'Não aconselho o empresário a abrir uma franquia com pouco capital, já que durante o processo de maturação haverá imprevistos e o aporte financeiro será fundamental', diz.
Os interessados em abrir uma franquia terão uma boa oportunidade de conhecer melhor esse mercado durante a 20ª edição da ABF Franchising Expo, que a Associação promove a partir da próxima quarta-feira, dia 8. A feira ocupa quase 30 mil metros quadrados, reúne 420 expositores e espera receber mais de 45 mil visitantes durante os quatro dias do evento que acontecerá no pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, na capital paulista.
Se você está buscando uma oportunidade para investir em franquias, veja dicas dos especialistas em franchising:
1ª - Avalie seu perfil profissional: Antes de investir no mundo do franchising tenha certeza de que possui disciplina, consegue seguir regras e sabe lidar com empreendedorismo restrito. Analisar se possui caráter empreendedor ou empregatício é importante quando a ideia é apostar neste segmento
2ª - Analise as condições estabelecidas pelo franqueador: A segurança do investimento aumenta quando a franquia tem um modelo de negócio formatado e testado por um número considerável de franqueados. Por isso, certifique-se sobre a quantidade de associados e unidades de franquia em funcionamento
3ª - Investigue a reputação da marca no mercado: Tenha cuidado com propostas desconhecidas, já que marcas com pouca representatividade são mais arriscadas. Para conhecer melhor a posição da franquia investigue quais localidades a conhecem e qual é sua posição frente à concorrência. 'Quando o assunto é franquia não podemos generalizar dizendo que todas têm o mesmo nível de segurança e vantagens. Existem marcas que ainda não estão consolidadas e o empresário pode não ter o êxito planejado', diz Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP
4ª - Pesquise a trajetória da empresa: Uma análise apurada do histórico da franquia ajuda o candidato a identificar se as promessas de suporte oferecidas estão dentro das possibilidades do franqueador
5ª - Não escolha uma franquia apenas por seu valor: Ter identidade com o segmento e a área de atuação escolhidos faz com que o empresário aproveite suas habilidades na gestão do negócio. Além disso, apostar em áreas muito técnicas ou fora do comum pode trazer grandes riscos
6ª - Conheça o relacionamento entre os franqueados: O bom entendimento entre os empresários de uma franquia ajuda na resolução de problemas e na aquisição de representatividade com o franqueador. Outro fator que deve ser considerado é a presença de um conselho atuante, já que em momentos decisivos pode ser a melhor alternativa na busca de uma solução
7ª - Tamanho da franquia não é tudo: Acertar na escolha do negócio não está relacionado ao porte do empreendimento, mas à experiência do candidato e sua gestão. Entretanto, os riscos de começar com um negócio de grande porte para quem nunca empreendeu são maiores. 'É possível ter uma franquia pequena e ampliar o número de unidades a partir da experiência adquirida. Tamanho não significa sucesso, já que bons resultados serão obtidos por meio do envolvimento do empresário e de suas estratégias de marketing', diz Filardi
8ª - Não se engane com números lucrativos: Um dos aspectos que devem ser considerados na análise da lucratividade do negócio é o salário do dono. Se o proprietário trabalhar como um funcionário deve também ser remunerado por suas atividades, além de receber os ganhos da empresa. Identifique se na proposta da franquia é possível obter tais ganhos sem alterar a lucratividade
9ª - Ajuda oferecida ao franqueado: Observe no modelo de negócio oferecido pelo franqueador o tipo de atendimento que receberá - ou não - durante o processo de maturação do negócio. Saiba quais serão os treinamentos oferecidos, duração e valor, caso sejam cobrados
10ª - Espere o negócio maturar: Após escolher e montar a empresa não adianta se desesperar para obter resultados imediatos. Franquia é um negócio que também precisa de tempo de maturação e isso varia nas diferentes áreas.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A diferença entre chefiar e liderar
Por Marcos Morita
Fixar metas, acompanhar projetos e cobrar resultados: um líder de verdade precisa fazer ainda mais que isso
Termina mais um ciclo de Palocci no governo - o que não garante que seja o último. Como o lendário pássaro grego, fênix, sua capacidade de ressurgir das próprias cinzas é impressionante. Mitologia grega à parte, o discurso de posse proferido pela agora ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, reforça o lado gerencial do atual governo. A definição de funções, declarada pela ex-senadora dá o tom: fixar metas, acompanhar projetos e cobrar resultados - postura que muito se assemelha à própria presidente enquanto ocupante da mesma cadeira. Corre a boca pequena que Gleisi será a Dilma da Dilma, devido à similaridade no modo de gestão.
Nada tenho contra o perfil administrativo, até porque esta foi minha formação. Há, todavia, uma diferença abissal entre um bom gerente ou gestor e o líder verdadeiro, perfil que se espera de alguém dirigindo uma grande empresa ou ainda uma nação. Fayol e a teoria clássica da administração listaram no início do século passado as funções de um gerente: planejar, organizar, controlar, coordenar e comandar, gerindo e alocando os recursos da melhor maneira possível. Já o líder deve propagar suas ideias e ideais em nível macro, motivando e inspirando funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, ministros, senadores e deputados.
A teoria neoclássica, surgida a partir da década de cinquenta nos Estados Unidos em virtude de mercados mais competitivos e do maior grau de exigência dos consumidores, fez com que as empresas tivessem que se preocupar com conceitos como eficiência e eficácia, criando terreno fértil para a Administração por Objetivos ou APO, teorizada pelo guru Peter Drucker e amplamente utilizada até os dias atuais. A APO defende a existência de três níveis de objetivos: organizacionais, departamentais e operacionais, descritos a seguir.
Organizacionais: são os macro objetivos, em geral de longo prazo e grande amplitude, influenciando a empresa como um todo. Confundem-se muitas vezes com a visão e a missão da companhia. Preferencialmente simples e de fácil compreensão, devem ser apregoados pelo líder em todas as oportunidades possíveis. Uma boa dica é traduzi-los em frases de efeito, números ou gráficos, os quais ajudarão a fixá-los e torná-los mais tangíveis para toda a organização.
Departamentais: como o próprio nome sugere, são os objetivos dos departamentos ou ministérios, os quais devem ser construídos em alinhamento com os organizacionais. Em geral de médio prazo, têm como características a fixação de metas, o acompanhamento do realizado versus previsto, a cobrança por resultados e a eventual revisão, quando necessário. Gestores e gerentes pragmáticos têm um papel importante neste processo, garantindo que o todo não seja prejudicado pela soma das partes.
Operacionais: refere-se à execução das metas departamentais, através de ações específicas e pontuais. Colaboradores dedicados e motivados serão aqueles que farão a diferença aos clientes, sejam empresas, pessoas físicas ou cidadãos necessitando de serviços públicos. É essencial nesta etapa criar e simplificar procedimentos e processos, evitando ao mesmo tempo a burocracia e o desvio de atenção e recursos, garantindo assim um serviço ou produto de qualidade.
Creio que já tenha escutado a história do excelente técnico ou vendedor que se tornou um gerente mediano. Falta de habilidade em gerenciar pessoas e paixão pela pesquisa, estão entre as prováveis causas. Algumas empresas já se ocuparam sobre o tema, criando estruturas técnicas e gerenciais distintas, evitando assim a fuga de talentos. Preocupação semelhante ocorre com as questões de formação de lideranças e processos sucessórios, de maneira que se possa garantir a continuidade dos negócios em casos de aposentadoria, desligamento ou transferências.
Moldar gestores e líderes é tarefa árdua, a qual demanda tempo e dedicação aos envolvidos. Imprevistos e acidentes de percurso podem ocorrer, nos quais há a necessidade de se antecipar ou queimar etapas, promovendo pessoas ainda não totalmente aptas para o exercício de determinado cargo ou função.
Além da curva de aprendizado da nova atividade, o profissional terá que desenvolver habilidades não técnicas, tais como negociação, planejamento, visão de longo prazo, resolução de conflitos, comunicação e gerenciamento de pessoas.
Enfim, muito se elogiou a presidente por seu perfil administrativo e gerencial em seus primeiros cem dias de governo. Importantes, porém menos essenciais a um líder que as habilidades interpessoais e de relacionamento, as quais fazem parte de seu dia a dia. Desejo boa sorte à nova ministra e que a fixação de metas, o acompanhamento das atividades e a cobrança de resultados, fiquem na Casa Civil - distanciando a presidente das decisões pertencentes a gerentes e gestores para que fique livre para efetivamente liderar o país.
Fixar metas, acompanhar projetos e cobrar resultados: um líder de verdade precisa fazer ainda mais que isso
Termina mais um ciclo de Palocci no governo - o que não garante que seja o último. Como o lendário pássaro grego, fênix, sua capacidade de ressurgir das próprias cinzas é impressionante. Mitologia grega à parte, o discurso de posse proferido pela agora ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, reforça o lado gerencial do atual governo. A definição de funções, declarada pela ex-senadora dá o tom: fixar metas, acompanhar projetos e cobrar resultados - postura que muito se assemelha à própria presidente enquanto ocupante da mesma cadeira. Corre a boca pequena que Gleisi será a Dilma da Dilma, devido à similaridade no modo de gestão.
Nada tenho contra o perfil administrativo, até porque esta foi minha formação. Há, todavia, uma diferença abissal entre um bom gerente ou gestor e o líder verdadeiro, perfil que se espera de alguém dirigindo uma grande empresa ou ainda uma nação. Fayol e a teoria clássica da administração listaram no início do século passado as funções de um gerente: planejar, organizar, controlar, coordenar e comandar, gerindo e alocando os recursos da melhor maneira possível. Já o líder deve propagar suas ideias e ideais em nível macro, motivando e inspirando funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, ministros, senadores e deputados.
A teoria neoclássica, surgida a partir da década de cinquenta nos Estados Unidos em virtude de mercados mais competitivos e do maior grau de exigência dos consumidores, fez com que as empresas tivessem que se preocupar com conceitos como eficiência e eficácia, criando terreno fértil para a Administração por Objetivos ou APO, teorizada pelo guru Peter Drucker e amplamente utilizada até os dias atuais. A APO defende a existência de três níveis de objetivos: organizacionais, departamentais e operacionais, descritos a seguir.
Organizacionais: são os macro objetivos, em geral de longo prazo e grande amplitude, influenciando a empresa como um todo. Confundem-se muitas vezes com a visão e a missão da companhia. Preferencialmente simples e de fácil compreensão, devem ser apregoados pelo líder em todas as oportunidades possíveis. Uma boa dica é traduzi-los em frases de efeito, números ou gráficos, os quais ajudarão a fixá-los e torná-los mais tangíveis para toda a organização.
Departamentais: como o próprio nome sugere, são os objetivos dos departamentos ou ministérios, os quais devem ser construídos em alinhamento com os organizacionais. Em geral de médio prazo, têm como características a fixação de metas, o acompanhamento do realizado versus previsto, a cobrança por resultados e a eventual revisão, quando necessário. Gestores e gerentes pragmáticos têm um papel importante neste processo, garantindo que o todo não seja prejudicado pela soma das partes.
Operacionais: refere-se à execução das metas departamentais, através de ações específicas e pontuais. Colaboradores dedicados e motivados serão aqueles que farão a diferença aos clientes, sejam empresas, pessoas físicas ou cidadãos necessitando de serviços públicos. É essencial nesta etapa criar e simplificar procedimentos e processos, evitando ao mesmo tempo a burocracia e o desvio de atenção e recursos, garantindo assim um serviço ou produto de qualidade.
Creio que já tenha escutado a história do excelente técnico ou vendedor que se tornou um gerente mediano. Falta de habilidade em gerenciar pessoas e paixão pela pesquisa, estão entre as prováveis causas. Algumas empresas já se ocuparam sobre o tema, criando estruturas técnicas e gerenciais distintas, evitando assim a fuga de talentos. Preocupação semelhante ocorre com as questões de formação de lideranças e processos sucessórios, de maneira que se possa garantir a continuidade dos negócios em casos de aposentadoria, desligamento ou transferências.
Moldar gestores e líderes é tarefa árdua, a qual demanda tempo e dedicação aos envolvidos. Imprevistos e acidentes de percurso podem ocorrer, nos quais há a necessidade de se antecipar ou queimar etapas, promovendo pessoas ainda não totalmente aptas para o exercício de determinado cargo ou função.
Além da curva de aprendizado da nova atividade, o profissional terá que desenvolver habilidades não técnicas, tais como negociação, planejamento, visão de longo prazo, resolução de conflitos, comunicação e gerenciamento de pessoas.
Enfim, muito se elogiou a presidente por seu perfil administrativo e gerencial em seus primeiros cem dias de governo. Importantes, porém menos essenciais a um líder que as habilidades interpessoais e de relacionamento, as quais fazem parte de seu dia a dia. Desejo boa sorte à nova ministra e que a fixação de metas, o acompanhamento das atividades e a cobrança de resultados, fiquem na Casa Civil - distanciando a presidente das decisões pertencentes a gerentes e gestores para que fique livre para efetivamente liderar o país.
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